terça-feira, julho 11, 2006

Bandeira na Janela

Uma amiga enviou-me por mail uma listagem exaustiva, feita por um cidadão anónimo, das razões que o levavam a não ter colocado uma bandeira de Portugal na janela.
Eu seleccionei apenas algumas, que passo a transcreverm, subscrevendo inteiramente.

Cá por mim, vou pôr uma Bandeira na janela, quando:
- Portugal deixar de ser o país da Europa com maior indice de abandono escolar analfabetismo e corrupção

- Em Portugal, ninguém que trabalhe ou queira trabalhar ou tenha trabalhado toda a vida, ou que não possa trabalhar, passe fome

- O desemprego não for um designio nacional

- A classe política deixar de ser maioritáriamente composta por incompetentes patéticos

- Se construírem menos Centros Comerciais maiores da Europa do que Centros de Saúde, Hospitais, Escolas e Infantários

- As crianças e os velhos forem tratados com dignidade, pelos pais, filhos, professores, educadores, instituições e políticos

- Os papás ensinarem as crianças que os Professores devem ser respeitados

- Todos os professores forem competentes

- As televisões entenderem que, ao transformar os Incêndios em grandes espectáculos de variedades, estão a transformar os incendiários em realizadores e produtores de grandes programas de televisão, o que os enche de vaidade e é altamente motivador

- Se investigar como é que aquele senhor arranjou dinheiro para comprar o Ferrari

- A população não eleger para Presidentes de Câmara indivíduos fugidos à justiça

- A maioria dos Jornalistas souber falar e escrever português, e deixar de fazer constantemente perguntas idiotas aos entrevistados

- As obras públicas, que são pagas com o nosso dinheiro, deixarem de custar sistemáticamente mais do dobro do que foi orçamentado e adjudicado e que a palavra “derrapagem” seja substituída pela palavra “roubo”
- As áreas de serviço das auto-estradas deixarem de ter clientes, por as pessoas não gostarem de ser escandalosamente exploradas

- Não houver mais telemóveis topo de gama do que cidadãos

- Se souber o resultado de UM SÓ dos inquéritos que se diz terem sido levantados a diversas figuras públicas e Entidades oficiais, pela presunção de diversos crimes

- As ementas dos restaurantes no Algarve estiverem escritas em português

- Entre os indivíduos que têm poder para instalar sinais de trânsito, não haja nenhum pateta

segunda-feira, julho 10, 2006

Mundial 2006 - Comentário Final

Eis que após um mês, o Mundial 2006 terminou. A vitória, quer se ache justo ou não, foi da Itália. Mas curiosamente foi atríbuido a Portugal o prémio de equipa que mais jogou à bola. Mas no meio de tudo isto, entre bons jogos e maus jogos, falou-se muito, e devo dizer, falou-se muito mal uns dos outros. Uns porque não souberam perder, outros porque nunca saberão ganhar, outros porque são estúpidos e ainda outros porque lhes está no sangue. Como se diz em Portugal, cada um puxa a brasa à sua sardinha e eu não posso deixar de o fazer...

Jogámos com os holandeses e foi o que se viu, falta de fair play durante o jogo (com entradas para lesionar o jogadores, a não retribuição da bola pelas paragens de jogo aquando da lesão de jogadores, etc.). Mas no final as laranjinhas ainda vieram dizer que os duros eram os portugueses... Acabámos 9 contra 9...

Jogámos contra os ingleses, ou melhor, mesmo antes de jogar contra eles, todos os jornalecos ingleses fizeram da nossa selecção a pior do mundo, que eram violentos, duros, se atiravam para o chão, etc... No final foram eliminados, num jogo com 120 minutos e apenas 10 faltas cometidas pelos portugueses e 21 pelos ingleses) e com a expulsão, por agressão, dum menino mimado (Rooney) ao Ricardo Carvalho.... Não satisfeitos, querem por tudo, mandar embora o Cristiano Ronaldo do Manchester United, por ser português...

Jogámos com os arrogantes franceses e tudo voltou ao mesmo. Antes do jogo, apareceu o idiota do Ribéry que nem sabia que o Scolari era o treinador de Portugal... Depois confundiu-se e achou que o Pauleta era francês... Idiota! Depois foram outros a chamar violentos aos portugueses. No final do jogo não satisfeito pela vitória sofrida, apareceu o treinador francês a ser um grande filho da puta (ver post anterior)... Mas como se costuma dizer, a vingança é um prato que se serve frio e para todos os franceses:




Sem comentários....

Em jeito de nota final, deixo aqui o meu agradecimento a toda a comitiva portuguesa que durante um mês nos fez sonhar... A todos eles, pelo empenho e dedicação e por tão bem representarem o povo português: OBRIGADO POR ME FAZEREM SONHAR!

sexta-feira, julho 07, 2006

Equipa Ideal Mundial 2006 (segunda a FIFA)

Eis a lista das estrelas do Mundial FIFA 2006:
(Jogadores escolhidos pelos "iluminados" da FIFA)

Guarda Redes: Buffon (Itália), Lehmann (Alemanha), Ricardo (Portugal).

Defesas: Ayala (Argentina), John Terry (Inglaterra), Ricardo Carvalho (Portugal), Thuram (França), Lahm (Alemanha), Fabio Cannavaro (Itália), Zambrotta (Itália).

Meio-Campo: Zé Roberto (Brasil), Maniche (Portugal), Patrick Vieira (França), Zidane (França), Michael Ballack (Alemanha), Andrea Pirlo (Itália), Gattuso (Itália), Luís Figo (Portugal).

Avançados: Crespo (Argentina), Thierry Henry (França), Miroslav Klose (Alemanha), Francesco Totti (Itália), Luca Toni (Itália).

O meu comentário passa por concordar com quase todos os nomeados, mas também aqui a FIFA parece-me um pouco contraditória... Elege o Podolski (Alemanha) como o melhor jovem do Campeonato e depois não o coloca na equipa ideal... Fifalhadas!

O estúpido, o idiota e o filho da puta!

Crónica retirado do El Mundo Deportivo

Hay noches que sabes que nada saldrá bien. Ese tipo de momentos que intuyes que todo gira en tu contra, que puedes ser el más grande, el mejor, pero que eso no cuenta. Son ese tipo de instantes que te sientes pequeño porque te hacen sentir así, inferior. Portugal supo desde horas antes del partido ante Francia que tendría que luchar no sólo contra Francia, más aún contra los elementos. Desde el primer instante la FIFA les hizo sentir como el hermano pobre de la competición, parecía como si interesase más que la glamourosa Francia se clasificara para la final que no estos pobrecitos portugueses que se defendían y atacaban con uñas y carnes. “Es la diferencia entre tener un presidente de la Federación con peso en la FIFA a no ser nadie", se lamentaba un periodista portugués tras la eliminación.
Los tratan como perdedores
Se sintieron los lusos maltratados. Nada más llegar al estadio notaron en pequeños detalles que el camino estaba siendo allanado para que Francia llegase a la final. Lo sintieron aún más durante el encuentro con las decisiones del árbitro uruguayo Jorge Larrionda. “Hizo un arbitraje inteligente”, decía con ironía Luis Figo. “Antes de sacar una tarjeta a los franceses miraba primero quién era el jugador…”, se lamentaba Deco. “El árbitro no fue justo”, insistía Cristiano Ronaldo. Realmente, el árbitro dirigió el partido demostrando muchísimo respeto hacia Francia, sólo respeto por los franceses.
Si la actuación del árbitro no gustó, la reacción de Raymond Domènech tras el partido acabó de desquiciar a Scolari. El técnico francés se dedicó a insultar a los portugueses y especialmente a su seleccionador. Después se esperó en el túnel de vestuarios y miró de forma desafiante a los jugadores de Portugal, provocando, como queriendo sacar ese lado más violento que supuestamente deberían haber mostrado en el campo. Porque fue Domènech el que intentó calentar el partido enviando a sus jugadores a resaltar que Portugal era un equipo duro, de tramposos, un conjunto acostumbrado a poner nervioso al rival, a descentrarlo.
Supuestamente, el entrenador francés les habría dedicado una frase fortísima a los lusos, algo así como “os he jodido” (je vous ai baisé) -la traducción literal es aún más dura- y eso habría terminado de exaltar a una selección lusa que demostró en el campo una corrección total.
Domenech se encaró con dos miembros del staff técnico de Portugal que hablan perfectamente francés y repitió la malograda frase con una sonrisa de satisfacción total, retándolos. Uno de ellos tuvo que contener a Scolari, que hizo el gesto de tirarse encima del arrogante aunque victorioso técnico francés.

El hijo de un republicano catalán parece que no ha olvidado los incidentes ocurridos en el 2003 en Clermont-Ferrand en el doble partido de la Sub-21 entre Portugal y Francia. El encuentro de ida en Lisboa terminó con victoria de los galos por 1-2 con dos goles de Cissé, que se quejó tras el partido de las patadas que había soportado durante todo el encuentro. El partido de vuelta se jugó el 18 de noviembre del 2003 y terminó 1-2, uno de los tantos marcado por Cristiano Ronaldo, superviviente junto a Postiga de aquella selección. En la tanda de penaltis, Portugal derrotó a Francia 4-1 pero lo peor fue la batalla campal en la que se convirtió el terreno de juego. Cissé comenzó a repartir codazos y la pelea subió de tono. Los lusos se encerraron en el vestuario y provocaron destrozos por valor de 3.500 euros, lo que motivó que la Policía no permitiera su marcha alegando que debían pasar un control antidoping inducido por la justicia ordinaria. El caso es que la FIFA castigó por esos incidentes a Cissé con cinco partidos, por lo que no pudo ser convocado para la Eurocopa del 2004 con los mayores.El entrenador de aquella selección francesa protagonista de este lamentable incidente es el mismo Raymond Domènech que no supo ser ganador tras el partido de semifinales de un Mundial.